

"Já que você estuda em uma faculdade de línguas estrangeiras, com certeza fala inglês fluentemente, né?"
Ao contrário dessa expectativa das pessoas ao meu redor, eu tinha um forte complexo em relação à minha própria capacidade em inglês. Existiam aulas de escrita e debate, mas a maioria das aulas era em japonês. Muitos dos meus amigos também tinham resistência a falar inglês, e eu mesma quase não tinha oportunidade de falar inglês com confiança.
Mesmo assim, o rótulo de "estudante de faculdade de idiomas = sabe inglês" sempre me acompanhava. Eu não queria mentir para mim mesma. Repetindo dentro de mim "quero conseguir falar", sentia com força que precisava fazer algo.
Foi nesse momento que encontrei a escola de idiomas "3D ACADEMY", na ilha de Cebu, Filipinas.
O que eu pensava inicialmente era fazer intercâmbio no Canadá através da minha faculdade. Achava que, para desenvolver a capacidade de escrita e fala, o melhor era realmente viver em um país de língua nativa. Usando o sistema da faculdade, o processo seria mais simples, e, mais do que tudo, eu sentia que, "como estudante de faculdade de idiomas, a experiência de ir para o exterior era absolutamente necessária".
Mas a realidade não era tão simples assim.
A barreira do custo era mais alta do que eu imaginava, e, somando passagem aérea, custo de vida e seguro, ficou claro que meu dinheiro de trabalho de meio período e o apoio dos meus pais não seriam suficientes. Assim, com muito pesar, tive que adiar a ideia de ir para o Canadá por enquanto... Mas eu não conseguia simplesmente desistir de vez. "Quero avançar um pouco, dentro do que consigo fazer agora." Esse sentimento me levou à próxima escolha.
Pesquisando bastante, encontrei o intercâmbio de idiomas na ilha de Cebu, Filipinas. Na verdade, uma amiga que já tinha estudado em outra escola em Cebu me disse "as aulas individuais foram realmente ótimas" e "minha capacidade de speaking melhorou muito mesmo em pouco tempo" — então essa era uma opção que já estava, de certa forma, no fundo da minha mente.
A maioria das aulas é no formato individual, com uma quantidade esmagadora de tempo falando Um preço acessível mesmo para um mês, e um plano de intercâmbio relativamente fácil de encarar Boa reputação nos comentários, com instalações e localização que pareciam trazer tranquilidade
Já que o Canadá não era possível, decidi fazer "o desafio máximo que eu conseguia encarar agora". O resultado disso foi o intercâmbio de 4 semanas na ilha de Cebu.
Apenas 4 semanas. Algumas pessoas podem pensar assim. Mas, para mim, foi um tempo valioso em que, nessas 4 semanas, consegui superar o "medo de falar" e sentir, pela primeira vez, a "alegria de me expressar com minha própria voz".
Na 3D ACADEMY, escolhi o "curso de 6 aulas individuais", um curso especializado em que todas as 6 aulas diárias são individuais. Cada aula tem 50 minutos, e a agenda era praticamente eu e o professor sozinhos, imersos em inglês da manhã até o fim da tarde. As aulas em grupo até me interessavam, mas, para mim, que só queria "falar de qualquer jeito" e "melhorar meu speaking", nenhum curso combinava mais do que esse.
Na verdade, eu já tinha feito aulas em grupo antes, e naquela ocasião senti a frustração de que "as pessoas boas em inglês acabavam dominando, e eu não conseguia falar muito". Justamente por isso, desta vez eu queria "um ambiente onde pudesse falar no meu próprio ritmo, sem me acanhar com ninguém".
O conteúdo das aulas individuais varia um pouco de professor para professor, mas, no meu caso, era principalmente assim:
Gramática: eu escrevia um diário todos os dias e entregava para o professor corrigir. Ele apontava pequenos erros que eu mesma não percebia, ou erros que já tinham virado hábito, e assim consegui absorver naturalmente expressões corretas. Vocabulário: não era só memorizar palavras — eu criava frases de exemplo e praticava incorporando-as em conversas reais, algo bem prático. Também aprendi expressões alternativas e gírias, o que ampliou bastante meu repertório. Conversa livre: o momento que eu mais esperava! Falávamos livremente sobre tudo, desde assuntos do dia a dia até questões sociais. O que mais me marcou foi a aula com o professor Mark. Tivemos até discussões sobre temas como direitos humanos, o que foi um novo desafio de "falar sobre temas difíceis em inglês".
Claro que nem tudo deu certo desde o início. Às vezes as palavras não saíam em inglês, a gramática ficava toda bagunçada, ou eu simplesmente ficava em silêncio no meio da conversa... Mas nenhum professor jamais riu ou me criticou; pelo contrário, todos me guiavam com gentileza, dizendo "tudo bem" e "vamos tentar dizer de novo, com calma".
Mesmo errando, dá para tentar de novo quantas vezes for preciso. Acho que esse é o maior encanto das aulas individuais. Dá para perguntar na hora o que não entendemos, e evoluir com segurança, no nosso próprio ritmo. Ouvir "6 horas por dia" pode parecer muito, mas, quando estamos concentradas, o tempo passa muito rápido.
E, ao final das 4 semanas, a conversa em inglês que no início me deixava tensa já se tornara algo natural para mim. Ganhei confiança para lidar bem com conversas do dia a dia, e o maior resultado de tudo foi ter passado a achar "falar" algo divertido.
Meu dia na 3D ACADEMY continuava sendo um "tempo de aprendizado" mesmo depois do fim das aulas. Isso porque a forma de passar o tempo depois das aulas e nos fins de semana era justamente a grande chance de "usar de verdade" o conhecimento adquirido nas aulas.
Nos dias de semana, depois das aulas, eu comia junto com meus colegas de turma (pessoas que entraram na escola na mesma data) ou passeava pelas redondezas da escola. Na 3D ACADEMY, havia muitos universitários que, assim como eu, aproveitavam as férias de verão, com idades e preocupações parecidas, então logo criamos intimidade. Ter conhecido amigos vindos de todo o Japão, algo difícil de conseguir no país, também foi um grande patrimônio.
O que mais ficou marcado para mim foi uma ida ao supermercado próximo, depois das aulas. Mesmo em um momento tão simples quanto comprar um lanche, eu tentava ao máximo puxar conversa com os locais. Mesmo com perguntas simples como "isso é de que sabor?" ou "qual você recomenda?", conversar de verdade me fazia sentir a alegria de ser compreendida em inglês.
No início, fiquei nervosa. Mas a "experiência de conseguir uma vez" me impulsionava para o próximo passo. Sem perceber, já estava puxando conversa ativamente até na loja de conveniência do bairro ou no shopping. Acho que era justamente nesse dia a dia despretensioso que estava a grande chance de melhorar meu speaking.
Nos fins de semana, também saía para fazer turismo pela ilha de Cebu com meus colegas de turma. Oslob, famosa pelo tubarão-baleia, e as praias de Mactan, com um mar lindo. Em uma dessas ocasiões, brincamos com as crianças locais na água, aproveitando junto com elas as boias e as pistolas d'água que levamos. No final, demos esses itens de presente para as crianças, e o momento em que elas sorriram e disseram "obrigado!" aqueceu meu coração de verdade.
Assistir a filmes com legendas em inglês no cinema também foi uma boa experiência. Quando eu ouvia uma palavra que já conhecia, ou uma expressão que já tinha aprendido nas falas do filme, ficava feliz e sentia "minha capacidade em inglês está realmente evoluindo".
Assim, a vida na 3D ACADEMY não se resumia apenas às aulas. Pelo contrário, acho que a chave para o sucesso de um intercâmbio curto está justamente em quanto conseguimos, por conta própria, criar oportunidades de usar o inglês depois das aulas e nos fins de semana.
"Já que vim até o intercâmbio, quero viver o máximo possível em inglês." Foi agindo com esse sentimento que consegui, mesmo em apenas 4 semanas, obter resultados reais.
As 4 semanas na ilha de Cebu passaram muito rápido. Mas, nesse período, ganhei percepções não só sobre inglês, mas também sobre minha própria forma de aprender e encarar as coisas. Para quem está pensando em fazer intercâmbio nas Filipinas, gostaria de compartilhar, com base na minha própria experiência, "o que valeu a pena trazer" e "o que valeu a pena fazer".
Primeiro, recomendo levar um caderno de vocabulário ou livro de gramática escrito em japonês. Claro que você também vai usar materiais em inglês no local, mas, para revisar rapidamente em japonês nos momentos livres ou depois das aulas, ter um material assim faz uma diferença enorme na compreensão.
Eu levei o livro de gramática que usava no ensino médio e um caderno de vocabulário de preparação para vestibular. Não é preciso usar tudo, mas ter "um ponto de apoio para voltar quando ficar confusa" também traz mais tranquilidade emocional.
Acho que o resultado do intercâmbio muda muito de acordo com como você passa o tempo fora das aulas. Eu tentava ativamente puxar conversa nos lugares onde dava para usar inglês, como com o atendente do supermercado, a equipe do shopping ou o atendente do café do bairro.
No começo é preciso coragem, mas, mesmo se a gramática estiver errada, os locais tratam a gente com gentileza, então não tem problema. Percebi que a postura de "tentar se comunicar", "tentar falar", é o mais importante.
③ Máscara e pastilha para garganta são mais essenciais do que se imagina!
Pode parecer um pouco inesperado, mas máscara e pastilha para garganta foram itens que realmente valeu a pena trazer. Dependendo do lugar, dentro da cidade de Cebu, a fumaça de escapamento e a poeira podem incomodar. Como falávamos muito nas aulas, a garganta ficava cansada, então a pastilha ajudou bastante.
Mesmo dando para comprar por lá, se você tiver receio sobre o sabor ou a qualidade, recomendo trazer sua marca favorita do Japão.
O que quero transmitir é que "não precisa buscar a perfeição". Não tem problema errar. Não fique triste se as palavras não saírem. Intercâmbio é o acúmulo de "pequenos desafios" do dia a dia. Um pequeno passo se torna, com certeza, uma força para você.
E, acima de tudo, não se esqueça de "se divertir". A experiência em Cebu me ensinou que aprender inglês é, na verdade, algo muito empolgante.
Ao terminar o intercâmbio na ilha de Cebu, algo mudou muito dentro de mim. Foram apenas 4 semanas, mas a sensação real de conseguir falar inglês com minha própria voz e me comunicar com o outro pela minha própria força se tornou uma confiança enorme para pensar no futuro da minha vida.
E agora estou pensando no próximo passo.
Primeiro, quero me desafiar novamente com um "intercâmbio de longo prazo em um país de língua inglesa". O intercâmbio no Canadá que abandonei no início continua sendo um dos meus sonhos que não quero desistir. Desta vez, quero mesmo ir, através da faculdade, para um país de língua nativa como Canadá ou Estados Unidos, e elevar ainda mais minha capacidade em inglês vivendo lá.
Além disso, também tenho planos de ir para Malta nas próximas férias de primavera, algo que já me interessava há um tempo. Malta, apesar de estar na Europa, tem o inglês como idioma oficial, e tanto o mar quanto a cidade são muito bonitos — um destino de intercâmbio onde dá para conciliar estudo e turismo. Estou animada para ter contato com um ambiente cultural e multinacional em um clima diferente do de Cebu.
Depois do intercâmbio em Cebu, o "propósito de aprender inglês" ficou muito mais claro para mim. Não é simplesmente aumentar minha pontuação no TOEIC, mas sim "me conectar com alguém e realizar algo usando o inglês".
No futuro, tenho o objetivo de trabalhar usando inglês. Atualmente, tenho interesse em agências de viagem, guia turístico, ou até áreas de comércio exterior e vendas que lidam bastante com o exterior. Seja qual caminho eu escolha, acredito que saber inglês vai ser uma grande arma. Com essa convicção, quero continuar estudando daqui para frente.
Claro que o aprendizado de inglês não tem fim. Senti isso até em Cebu: se eu me contentar só por ter conseguido falar um pouco, meu crescimento vai parar. Por isso, com a consciência de que "o intercâmbio foi o ponto de partida para aprender a aprender", quero continuar me esforçando sem parar.
Ainda assim, o que ganhei com o intercâmbio não foi apenas capacidade em inglês.
A capacidade de ter contato com diferentes países e culturas, e aproveitar os encontros com pessoas e as mudanças de ambiente. A importância de viver cada dia com todas as forças. E a coragem de se desafiar sem medo de errar. Tudo isso se tornou, para mim, um insubstituível "patrimônio de vida".
Olhando para trás, para o intercâmbio na ilha de Cebu, o que mais senti com força foi: "não precisa ser perfeito. O importante é tentar falar primeiro".
Eu também, antes do intercâmbio, estava cheia de ansiedades como "seria vergonhoso errar a gramática" ou "talvez riam de mim se minha pronúncia for estranha". Como estudante de faculdade de idiomas, eu também sentia a pressão de que "é natural que eu saiba falar". Mas, ao fazer o intercâmbio de fato, aprendi na pele que errar, em si, não é uma coisa ruim.
Os professores nunca criticavam ou riam, mesmo quando eu falava um inglês tosco. Eles diziam "Good try!" e "That's a good point!", me dando a chance de tentar de novo quantas vezes fosse preciso. Justamente por isso, consegui me arriscar a falar sem medo, e, repetindo isso, fui ganhando confiança.
Pelo contrário, acho que existem tantas chances de melhorar quanto o número de erros.
Inglês não se aprende só na mesa. Usar de verdade, e, se não se comunicar, tentar dizer de novo de outra forma. Ir se aproximando aos poucos da expressão correta, com a ajuda dos professores e dos locais. Acho que esse processo é extremamente importante.
Isso talvez seja uma postura que se aplica não só ao idioma, mas também à vida daqui para frente. Em vez de "se desafiar só depois de ficar perfeito", é "crescer aos poucos através do desafio". Essas 4 semanas foram um tempo valioso para adquirir esse tipo de mentalidade.
O que quero transmitir para quem vai fazer intercâmbio é que fechar a boca com desculpas como "de qualquer jeito não sei falar" ou "os outros são melhores do que eu" é realmente um desperdício. Por menores que sejam as palavras, se existe o sentimento de tentar se comunicar, o outro com certeza vai acolher isso. E esse passo, com certeza, se conecta ao futuro.
Não existe um "atalho" para conseguir falar inglês. Mas existe um "caminho certo".
E esse caminho é — falar em inglês, com suas próprias palavras, um pouquinho a cada dia. E se jogar ativamente nos espaços de aprendizado, sem medo de errar.
Eu mesma ainda estou no meio do caminho. Mas a experiência em Cebu me deu a chance de pensar que "falar inglês é divertido". Por isso, quero continuar caminhando sem medo, de forma positiva, no meu próprio ritmo.
Que o intercâmbio de vocês também se torne um tempo de crescimento maravilhoso.
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