

"Quero viajar pelo mundo" — foi com esse desejo no coração que Much deixou o emprego, aprendeu inglês do zero e, ao longo de cerca de 4 anos, viajou por 40 países. O ponto de partida de tudo isso foi sua experiência de intercâmbio na escola de idiomas "3D ACADEMY", na ilha de Cebu.
Aos 26 anos, ele se desafiou pela primeira vez com um intercâmbio nas Filipinas, partindo depois com uma boa base de inglês — essa foi a primeira vez. E, no meio da volta ao mundo, ele "voltou" novamente para a 3D — essa foi a segunda vez.
"Viajei, aprendi inglês, e minha vida realmente mudou." A história de Much, contada dessa forma, está cheia de dicas para todos que desejam expandir suas próprias possibilidades através de viagens e aprendizado.
Neste relato, apresentamos sem deixar nada de fora a experiência real que Much viveu na 3D: os valores que mudaram antes e depois do intercâmbio, as relações humanas e o campo de ação que se ampliaram através do inglês, e até o projeto de uma "pousada para viajantes" que ele planeja depois de se formar. Este é um relato que vale muito a pena ler para quem tem interesse tanto em viagens quanto em intercâmbio, e quer expandir o próprio mundo.
"Quero dar a volta ao mundo" — esse desejo nasceu em um momento casual em um bar em Yokohama. Ao ouvir o dono do bar, um frequentador antigo, contar que havia atravessado o continente eurasiático ao longo de 2 anos, Much sentiu com força: "eu também quero viajar pelo mundo". Esse foi o começo de tudo.
A partir daquele dia, Much decidiu partir aos 26 anos e passou 2 anos se preparando financeiramente. Então, deixou o cargo de supervisor de obras elétricas que exercia havia 10 anos, e finalmente partiu para a viagem dos sonhos. Mas havia uma coisa que ele queria preparar antes de viajar: o inglês.
"Já que eu ia sair pelo mundo, era melhor saber pelo menos o básico de inglês." Foi pensando assim que ele escolheu a escola de idiomas "3D ACADEMY", na ilha de Cebu.
Na época, os cursos ainda não eram tão completos quanto hoje, então Much escolheu o curso ESL. Com 4 aulas individuais por dia como base, começou um aprendizado de inglês focado, acima de tudo, em "falar de qualquer jeito".
O que mais ficou marcado foram as aulas com o professor Cris. Ele alternava livremente entre o inglês americano e o britânico, conduzindo as conversas com referências às diferenças culturais — um estilo que encantou Much por completo, segundo ele.
"O professor era tão simpático que dava vontade de conversar sem parar. Ficávamos conversando o tempo todo durante a aula, e o livro didático quase não avançava (risos)"
Foi um primeiro intercâmbio que começou do zero absoluto em inglês, mas a "confiança para se expressar em inglês" que ele conquistou ali acabou impulsionando fortemente as viagens que viriam depois.
E esse aprendizado na 3D se tornou o primeiro passo que mudaria a vida de Much.
Depois de terminar os 3 meses de intercâmbio na 3D ACADEMY, Much partiu imediatamente para a volta ao mundo. Seu primeiro destino foi o Sudeste Asiático. Viajando sozinho pela Tailândia, Vietnã e Camboja, o inglês que aprendeu na 3D já se mostrou muito útil, segundo ele.
"Reserva de hospedagem, organização de transporte, inscrição em passeios... tudo era em inglês, então ter me acostumado a falar na 3D foi uma grande ajuda de verdade. Se eu tivesse saído para viajar sem conseguir falar, teria sido bem estressante."
Depois disso, ele foi para a Austrália, onde viveu cerca de 1 ano e 4 meses de working holiday. Primeiro trabalhou em uma fazenda, depois atendendo em um restaurante de ramen em Sydney, e ainda participou do Festival do Tomate na Espanha — dias bem variados. Em qualquer um desses lugares, o que era necessário em comum, sem dúvida, era o inglês.
"Na fazenda na Austrália, eu trabalhava com pessoas de nacionalidades e idades bem diferentes, então a comunicação em inglês era absolutamente necessária. Aprendi muitas expressões direto no campo, e o mais importante foi a sensação de 'consegui me comunicar', que virou minha motivação para aprender inglês."
E a viagem de Much continuou. Travessia dos Estados Unidos, América Latina, Europa, África e Ásia — sem perceber, em 3 anos e 3 meses, ele já tinha visitado mais de 40 países.
Ao longo dessa jornada, ele percebeu que o inglês funciona mesmo fora dos países de língua nativa. E que o inglês se torna uma "base para aprender outros idiomas", permitindo se desafiar com outras línguas, como espanhol e francês.
"Justamente por ter aprendido inglês, consegui entrar no espanhol sem resistência. Tem gramática e palavras parecidas, e a pronúncia é até mais simples do que a do inglês. Senti de verdade que o inglês é a 'porta de entrada para o mundo'."
Durante as viagens, ele também reencontrou muitas vezes amigos que conheceu na 3D. Em suas voltas temporárias ao Japão, chegou a organizar reencontros em Yokohama, e viajou junto com amigos pela América Latina — ele conta que a conexão profunda continua mesmo depois de se formar na 3D.
"Viajar tende a ser solitário, mas, como tenho amigos que fiz na 3D, consigo me sentir conectado onde quer que eu esteja. Acho que esse é o charme da 3D — não é só uma escola de idiomas comum."
Enquanto continuava sua volta ao mundo, Much voltou novamente para a 3D ACADEMY cerca de 3 anos depois do seu primeiro intercâmbio.
"Agora que eu tinha passado de 'aprender' inglês para 'usar' inglês, senti vontade de voltar mais uma vez a um 'ambiente de aprendizado'. Assim que voltei para Cebu, naturalmente pensei em estudar de novo na 3D."
No segundo intercâmbio, como ele já tinha inglês suficiente para o dia a dia sem dificuldades, se desafiou com discussões, debates e conteúdos mais profundos, incluindo temas atuais. Seu objetivo era "refinar" ainda mais o inglês.
"Dessa vez, foi divertido poder conversar com os professores em uma relação mais igualitária. Expressar minha opinião em inglês, ouvir a opinião do professor, e responder de novo. Tive a sensação real de conseguir usar o inglês como uma 'ferramenta de conversa'."
Além disso, ele conta que também se surpreendeu ao ver que os prédios e instalações da 3D estavam mais novos do que antes, e que o leque de cursos havia se ampliado.
"Estava muito mais fácil de estudar do que 3 anos atrás — senti que a escola realmente evoluiu. Fiquei especialmente impressionado com a criação do 'curso volta ao mundo' (risos). Na época em que eu estudei aqui, esse curso não existia, então fiquei com um pouco de inveja."
Na vida que retomou na 3D, ele pôde interagir com professores, funcionários, estagiários e novos alunos de intercâmbio de diversos países, construindo mais uma vez uma nova rede de contatos.
"Como voltei como 'viajante', consegui aproveitar Cebu com uma perspectiva diferente da primeira vez. A cidade e as pessoas continuavam igualmente acolhedoras, e senti mais uma vez que a 3D é realmente o meu ponto de partida."
Depois de terminar o primeiro intercâmbio na 3D ACADEMY, Much partiu para uma volta ao mundo de verdade, começando pelo Sudeste Asiático. Os países visitados incluem Ásia, Oceania, América Latina, Europa e África — ao todo, mais de 40 países. E ele conta que viajou por todos eles basicamente sozinho.
"Graças ao inglês que aprendi na 3D, quase não tive dificuldades durante as viagens. Check-in de hotel, reserva de passeios, conversas com os locais — tudo se resolvia em inglês. Pensei várias vezes: que bom que aprendi um 'inglês que realmente funciona'."
Em especial, o 1 ano e 4 meses de working holiday na Austrália contribuiu muito para melhorar seu inglês. Trabalhando com colegas de várias nacionalidades em uma fazenda, e atendendo clientes em um restaurante de ramen em Sydney, ele viveu uma vida imersa no inglês no dia a dia.
"Na fazenda, eu me comunicava em inglês com colegas que também não eram nativos, então o 'inglês que se comunica de verdade' era o mais importante de tudo. Foi uma grande mudança passar a valorizar mais 'ser entendido' do que o inglês de livro didático."
Além disso, enquanto viajava pela América Latina, Much começou a estudar espanhol por conta própria. E, também aí, a experiência de ter aprendido inglês foi de grande ajuda, segundo ele.
"Quando você já tem a experiência de aprender inglês como língua estrangeira, o segundo idioma deixa de dar medo. O espanhol tem uma pronúncia simples, e várias partes são mais fáceis de memorizar do que o inglês — foi bem divertido."
Foi justamente por existir o inglês como "idioma comum" que ele conseguiu continuar viajando por qualquer país. Ao longo da volta ao mundo, Much sentiu na pele, repetidas vezes, o valor do inglês — e sua fala transmite fortemente o tamanho do "efeito sinérgico entre viagem e inglês".
— A conexão depois de se formar é bem forte, não é?
Sim, na minha opinião, a 3D em especial tem uma conexão muito forte depois da formatura. Quando fui a Taiwan, amigos que fiz na 3D me guiaram em tudo. Acho que esse é um dos pontos fortes da 3D.
— Você também viajou por países fora do círculo de língua inglesa, certo? Usou inglês lá também?
Em hotéis e agências de turismo, sim, usava inglês. Mas, na América Latina, por exemplo, o espanhol é o idioma principal, então acabei estudando espanhol. Nesse momento, percebi que, ao estudar inglês, outros idiomas passam a parecer mais fáceis. O inglês e o espanhol têm gramática parecida em alguns pontos, e a pronúncia é mais simples do que a do inglês. Fiquei muito feliz por ter estudado inglês antes.
Na Europa, só com inglês já dava perfeitamente para se virar. Para eles, é normal falar três idiomas, mas, quando eu perguntava "por que vocês falam tantos idiomas assim?", a resposta era "porque somos europeus". Dá até inveja (risos)
Na África também o inglês funcionava muito bem. Como muitos países foram colônias britânicas, as pessoas falavam fluentemente. Dá para fazer um safári por uns 20 ou 30 mil ienes, e todo o guia era em inglês. Quando você consegue falar um pouco de inglês, isso cria um ciclo positivo em que você aprende ainda mais inglês. Por exemplo, em um safári, quando aparecia um animal cujo nome em inglês eu não sabia, só de conseguir perguntar "What's that animal?" eu já aprendia o nome do animal. Acho que esse tipo de diversão só existe porque a gente entende inglês.
Much voltou à 3D ACADEMY depois de cerca de 3 anos. Diferente do intercâmbio anterior, dessa vez ele recomeçou já "conseguindo falar inglês até certo ponto".
"Na vez anterior, para ser sincero, eu era um 'iniciante em inglês', e as palavras que eu queria dizer simplesmente não saíam. Mas dessa vez, através das viagens, eu já tinha ganhado confiança no inglês, então as conversas com os professores fluíam bem melhor, e a diversão dobrou."
O que mais chamou sua atenção foi a proximidade entre alunos e professores. O clima acolhedor e familiar da 3D continuava o mesmo, mas o ambiente havia se tornado ainda mais multinacional e estimulante do que antes.
"Poder ter conversas do dia a dia em inglês com pessoas de vários países diferentes — só isso já me faz pensar 'que bom que aprendi inglês'. Os professores e a equipe também são muito amigáveis, é um lugar que dá vontade de voltar sempre."
Dessa vez, ele também escolheu aulas de reforço de pronúncia e vocabulário, revisando com foco nos pontos que precisava melhorar.
"No sentido de 'revisar o inglês de verdade, desde a base, mais uma vez', a 3D foi o lugar perfeito. Eu queria tornar mais preciso o 'inglês que realmente funciona', desenvolvido ao longo das viagens."
E, segundo ele, houve mais uma grande percepção: a de que "aprender inglês em si deixou de ser o objetivo".
"Justamente por ter vivido a experiência de 'usar' o inglês em viagens e no trabalho, percebi que o inglês é uma 'ferramenta para expandir a minha própria vida'. Por isso, senti vontade de encará-lo a sério mais uma vez."
Para Much, essa experiência de voltar novamente à 3D não foi "apenas um intercâmbio de idiomas", mas também um tempo de "reaprendizado" para pensar sobre sua vida daqui para frente.
Much viajou pelo mundo por mais de 3 anos, visitando 40 países. Depois do intercâmbio na 3D ACADEMY, o futuro que ele planeja parece ter, como palavras-chave indispensáveis, tanto "viagem" quanto "inglês", além das "conexões com as pessoas".
"Quero criar uma pousada (guest house). Esse é o meu próximo objetivo."
O que Much imagina é uma "pousada multinacional" feita a partir da reforma de uma antiga casa no interior do Japão. Contando com a ajuda de amigos que conheceu em suas viagens, ele planeja fazer a reforma com as próprias mãos, cozinhar junto com hóspedes de vários países e organizar festas todas as noites... Ele sonha com um "lugar onde encontros e experiências se cruzam".
Além disso, ele conta que quer criar uma pequena fazenda ao lado da pousada, para que os hóspedes possam vivenciar trabalho agrícola durante a estadia.
"O despovoamento das áreas rurais também é um problema sério, e, para os viajantes, a experiência de 'viajar como quem realmente vive no lugar' tem muito valor. Gostaria de transformar isso em um espaço para transmitir, em inglês, os encantos do Japão."
O que Much imagina não é apenas uma hospedagem comum, mas "um lugar onde se pode encontrar novas opções de vida". De fato, muitas pessoas que ele conheceu em suas viagens diziam "quero conhecer melhor o Japão local".
Ele também tem a ideia de usar essa pousada como uma preparação antes do intercâmbio.
"Hoje em dia está na moda o 'intercâmbio duplo', mas acho que o 'intercâmbio triplo' também seria interessante. Mesmo estando no Japão, se você conversa em inglês com hóspedes vindos do exterior, isso já vira uma etapa preparatória antes do intercâmbio de verdade."
Um lugar onde o inglês deixa de ser algo "para aprender" e passa naturalmente a ser algo "para usar". Essa é a forma de futuro que Much está tentando construir.
"Se você está em dúvida, vá logo. Mais importante do que pensar é agir!"
Essa é uma frase simples e forte, que só quem já viveu dois intercâmbios na 3D e conheceu tantos países e pessoas pode dizer.
"Todos os amigos que eu indiquei para virem para a 3D dizem 'que bom que vim'. É verdade que existe ansiedade. Mas, além dela, se abre um 'mundo novo'. Não é só o inglês — os amigos que você encontra, a confiança, os novos valores... tudo isso se torna um patrimônio para a vida."
"Primeiro, jogue-se de cabeça. É esse o começo de tudo."
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