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【Experiência de Intercâmbio】Da enfermagem para a Ilha de Cebu, e depois para a Austrália

30 de agosto de 2017 Namu

【Experiência de Intercâmbio】Da enfermagem para a Ilha de Cebu, e depois para a Austrália

Da área da enfermagem para o intercâmbio no exterior. A história de Lino, que nunca desistiu do sonho nem do inglês

"Largar o emprego e ir para o exterior." É fácil dizer essas palavras, mas dar esse passo de verdade exige muita coragem.

Hoje apresentamos Lino, que viveu 8 semanas de intercâmbio de inglês na 3D ACADEMY. Depois de terminar o ensino médio, ela começou sua carreira como enfermeira e chegou a se desafiar com um working holiday na Austrália. Este relato conta a trajetória dela, que voltou a se olhar de frente e encarou um "reaprendizado a sério" em uma escola de idiomas na ilha de Cebu.

O que a levou a decidir pelo intercâmbio em Cebu foi a "frustração" que sentiu durante sua estadia na Austrália. Ela havia declarado com confiança que "vou voltar sabendo falar inglês", mas, na realidade, não conseguiu falar como esperava. Diante dessa realidade, Lino decidiu que "quero aprender a sério mais uma vez", escolheu a 3D ACADEMY e viveu dias dedicados intensamente aos estudos.

Episódios das aulas, métodos de estudo, como passava o tempo depois das aulas, e seus sentimentos em relação ao futuro. Neste artigo, vamos explorar com cuidado a experiência de Lino, dividida em 7 capítulos.

Para quem está pensando em fazer intercâmbio de idiomas, considerando um working holiday, ou é enfermeiro(a) buscando uma carreira no exterior, este é certamente um relato real que pode servir de referência. "O intercâmbio de quem se dedica a sério tem significado." O peso dessa frase certamente se transmite através da história de Lino.

Capítulo 1

Os dias trabalhando como enfermeira e o nascimento do desejo pelo exterior

"Decidi que continuaria por pelo menos 3 anos. Mas, na verdade, eu queria sair todo dia."

Lino começou a trabalhar como enfermeira logo depois de terminar o curso técnico de enfermagem, após o ensino médio. Um trabalho com a responsabilidade de cuidar de vidas. Havia propósito nele — mas a rotina era mais dura do que ela imaginava, com dias que a levavam ao limite mental e físico. A pressão das colegas mais experientes, os plantões noturnos sem fim, o peso de lidar com a vida dos pacientes. Ela conta que pensou em desistir muitas vezes.

Mesmo assim, Lino decidiu "pelo menos aguentar 3 anos" e continuou trabalhando. O motivo era que, se ela desistisse no meio do caminho, temia que ficasse com a sensação de "fugi porque era difícil", e que acabaria repetindo o mesmo padrão no próximo emprego. Não dava para fugir tão facilmente. Ela conta que se convencia disso enquanto aguentava o dia a dia.

Mas, quando os 3 anos se completaram, a situação mudou ainda mais. Ela passou a ser responsável por treinar os novatos, tornando-se alguém em quem os mais novos confiavam. Mesmo querendo sair, o peso do olhar dos outros e da responsabilidade tornou ainda mais difícil pedir demissão.

Foi nesse momento que sua "primeira viagem ao exterior" se tornou um divisor de águas. Convidada por uma amiga, ela foi em uma viagem despretensiosa, mas isso acabou se tornando um grande ponto de virada na vida de Lino.

A amiga que foi com ela nessa viagem falava inglês fluentemente, se comunicando naturalmente com os locais e aproveitando com alegria. Ao ver essa cena, Lino sentiu, do fundo do coração: "que incrível conseguir falar inglês".

Além disso, o fato de uma colega dos tempos de escola de enfermagem estar fazendo working holiday na Austrália também foi um grande estímulo. A vida livre no exterior, transmitida através das redes sociais. Ver essa amiga, que fez uma escolha completamente diferente da sua, vivendo com um sorriso no rosto, acendeu em Lino o desejo, já existente dentro dela, de "experimentar viver no exterior".

A partir daí, mesmo continuando a trabalhar como enfermeira, o desejo de "morar no exterior" e "conseguir falar inglês" nunca saiu completamente da sua cabeça. Mas a realidade não era simples, ela não encontrava o momento certo para deixar o trabalho, e seus dias continuavam tomados pela rotina profissional.

Foi aos 27 anos que Lino finalmente deu o passo para a "ação" de verdade. Motivada pela demissão de uma amiga, ela também decidiu pedir demissão.

"Se eu perder essa oportunidade, talvez nunca mais consiga ir."

Ela criou coragem, pediu demissão e começou a se preparar, trabalhando em um resort para juntar dinheiro, rumo ao próximo passo: o working holiday na Austrália.

Capítulo 2

Aos 27 anos, criando coragem para pedir demissão. O desafio na Austrália

Não "algum dia", mas "agora". Foi assim que ela decidiu, na primavera dos seus 27 anos. Lino pediu demissão do hospital onde trabalhava havia muitos anos. Claro que largar a segurança de ser enfermeira dava medo. Mas, segundo ela, era ainda mais assustador deixar de lado, para sempre, aquele desejo pelo exterior que sempre queimava dentro dela.

Depois de se demitir, ela viveu uma experiência de trabalho com moradia em um resort de Okinawa. Trabalhando perto do mar, teve um tempo para se olhar de frente. E, alguns meses depois, finalmente partiu para o working holiday na Austrália.

"Nesse um ano, vou voltar sabendo falar inglês."

Foi assim que Lino declarou às pessoas ao seu redor antes de partir. As primeiras semanas na Austrália foram vividas em uma escola de idiomas. Junto com estudantes de intercâmbio de vários países, ela se dedicava às aulas de inglês, mas, no início, sentia dificuldade nas conversas em inglês e não conseguia ganhar confiança facilmente.

Depois disso, buscando obter o segundo visto (extensão de estadia), ela foi para uma fazenda no norte da Austrália. Colheita e embalagem de frutas — dias de trabalho pesado desde bem cedo. Ela conta que, aos poucos, começou a sentir um certo desconforto, já que esse trabalho estava distante do objetivo de melhorar o inglês.

Depois de terminar o trabalho na fazenda, ela voltou para a área urbana e passou a trabalhar como faxineira (cleaner). Lá, conheceu colegas que, assim como ela, tinham vindo do exterior e buscavam se tornar enfermeiros ou técnicos de laboratório clínico na Austrália. Eles tinham objetivos claros e se esforçavam em direção aos seus sonhos, sem se deixar abater pela barreira do idioma. Diante desses colegas, ela conta que quase perdeu de vista o seu próprio lugar.

"Afinal, para que eu vim para a Austrália...?"

Presa ao trabalho todos os dias, sem viajar muito, apenas o tempo passando. Em meio a essa vida, Lino parou um momento para se olhar de frente. Ela gostava do trabalho de enfermagem. Mas, se fosse voltar a essa área, queria ter um objetivo próprio. Foi nesse momento que ela ouviu falar da opção de "caregiver" (cuidadora).

Lino descobriu que, na Austrália, profissionais dedicados ao cuidado de idosos são muito valorizados, com boas chances de emprego. Além de poder aproveitar sua experiência como enfermeira, o fato de ser um trabalho útil para as pessoas também a atraiu — ela pensou "é isso".

Ela logo começou a frequentar uma escola técnica para obter a certificação de caregiver, e, em paralelo, também obteve a certificação de primeiros socorros (first aid). Mesmo com dificuldade nas aulas cheias de termos técnicos, sua experiência prévia na área ajudava na compreensão, e ela foi encontrando cada vez mais interesse em aprender.

Mas — só a capacidade em inglês não evoluía como ela esperava.

"Eu devia estar conseguindo falar muito mais." "Não era para ser assim."

Antes de ir para a Austrália, ela havia declarado com confiança às pessoas ao redor que "vou voltar sabendo falar inglês". Mas a realidade estava bem distante desse ideal. Nas conversas com colegas de classe e de trabalho, muitas vezes ela não conseguia expressar bem o que queria dizer, e essa "vergonha" em relação à própria capacidade linguística foi se transformando, aos poucos, em uma grande frustração.

"De jeito nenhum eu quero voltar para o Japão assim, terminando minha vida na Austrália dessa forma."

Enquanto esse sentimento crescia, ela começou a ouvir com frequência, de amigos japoneses ao redor, falas sobre "intercâmbio na ilha de Cebu". Ao ouvir "seu inglês melhora muito" e "você fica bem melhor no speaking", Lino decidiu se desafiar novamente.

"Vou me dar mais uma chance."

E assim, ela pausou temporariamente sua estadia na Austrália e escolheu um intercâmbio curto na ilha de Cebu, Filipinas, para aprimorar seu inglês.

Capítulo 3

A conquista da certificação de cuidadora e a frustração em relação ao inglês

Quando sua vida na Austrália começou a se estabilizar. Lino começou a frequentar uma escola local para obter as certificações de caregiver (cuidadora) e first aid (primeiros socorros).

"Como eu já tinha experiência trabalhando como enfermeira, era mais fácil de entender o conteúdo. Mas, mesmo assim, aprender em inglês era realmente difícil."

Nas aulas, ela aprendia técnicas de cuidado com idosos, ética do cuidado e conhecimentos de procedimentos médicos, tudo, claro, em inglês. Em meio a termos técnicos voando de um lado para o outro, Lino conta que passava os dias indo e vindo entre o livro didático e o dicionário, mal conseguindo acompanhar as aulas.

No treinamento prático, também havia estágio real em instituições para idosos. Lá, ela cuidava de idosos australianos de verdade, se comunicando em inglês. Não conseguir entender o que a pessoa dizia, não conseguir se fazer entender — ela sentiu essa frustração inúmeras vezes.

"Só por não conseguir se comunicar, fica difícil construir uma relação de confiança. E, mais do que tudo, doía saber que eu estava causando insegurança na outra pessoa."

Como enfermeira, era natural para ela passar segurança para o outro — essa era a visão que ela tinha sobre a profissão até então. Mas a realidade de que a barreira do idioma impedia isso foi um grande dilema para Lino.

Mesmo assim, Lino se esforçou intensamente rumo ao objetivo de obter as certificações. O conhecimento sobre cuidados e a experiência prática que ela ganhou na Austrália, sem dúvida, se tornaram um passo valioso para seguir na área de saúde ou cuidados no exterior no futuro.

Mas restou uma única coisa: a frustração de "não conseguir falar inglês".

"Antes de sair do Japão, eu achava que, indo para lá, o inglês naturalmente sairia falando sozinho. Mas a realidade foi diferente. Tinha dias em que eu ficava frustrada e desanimada por não conseguir dizer o que queria."

Entre os muitos amigos japoneses de working holiday que ela conheceu na Austrália, muitos tinham feito antes um intercâmbio curto de idiomas na ilha de Cebu, Filipinas, e a capacidade em inglês deles era visivelmente mais alta.

"Muitas pessoas diziam 'estou aqui hoje porque aprendi em Cebu'. E essas pessoas conseguiam responder em inglês de forma muito natural. Ouvindo isso, senti inveja e pensei que também queria tentar."

Quero reaprender inglês. E, desta vez, quero me tornar alguém que consiga dizer com orgulho "voltei sabendo falar".

Esse sentimento foi crescendo dia após dia, e Lino decidiu pausar temporariamente sua vida na Austrália e começou a buscar um ambiente onde pudesse se concentrar no inglês.

O que ela escolheu foi o intercâmbio de idiomas na "ilha de Cebu, Filipinas", tão elogiado por seus amigos. Em especial, o fato de que dois conhecidos de confiança eram ex-alunos da mesma escola de idiomas — a 3D ACADEMY — a impulsionou fortemente.

"Dá para ter aulas com professores nativos, e conseguir praticar falar intensamente mesmo em pouco tempo. E, além disso, eu tinha amigos em Cebu, o que trazia segurança. Pensei: não tem outro jeito, tenho que ir."

As 8 semanas de intercâmbio na ilha de Cebu — a viagem da segunda tentativa finalmente começa.

Capítulo 4

Os dias na 3D ACADEMY | A determinação de reaprender e novos encontros

A ilha de Cebu, escolhida para encarar o inglês a sério de verdade. Entre as escolas, Lino escolheu a 3D ACADEMY. O fator decisivo foi o fato de que dois amigos japoneses que conheceu na Austrália eram ex-alunos dessa escola, e o jeito animado com que eles diziam "meu inglês melhorou" e "consegui falar".

"Foi importante que meus amigos recomendaram com confiança. O depoimento de alguém em quem confio é sempre o que mais dá segurança."

O período de estadia foi de 8 semanas, e o curso escolhido foi o ESL, com foco em speaking. Com aulas individuais, característica marcante das Filipinas, como base, começaram dias intensos de várias horas por dia com o professor, um a um, imersos em conversação em inglês.

Aulas divertidas que afugentavam o sono. O encontro com o professor americano Tyler

Um dos professores que mais marcou o coração de Lino foi o professor americano Tyler. Ele era responsável pela turma para iniciantes em inglês, e as aulas não se limitavam a apenas memorizar palavras e gramática — havia diversos recursos para aprender inglês se divertindo, em formato de jogo.

"Era uma aula em um horário logo depois do almoço, quando o sono costuma bater, mas, com jogos e quizzes todas as vezes, eu conseguia aprender rindo. Achar a aula 'divertida' foi um momento em que minha imagem sobre aprender inglês mudou completamente."

Além disso, poder aprender expressões idiomáticas e gírias usadas de fato por nativos foi um grande ganho para Lino. Havia muitas expressões que dificilmente apareceriam em materiais de referência japoneses, e ela conseguiu desenvolver um senso prático de quais frases usar em cada situação.

"Expressões idiomáticas são coisas que a gente acha que conhece, mas o uso é bem diferente do que se imagina. O professor Tyler ensinava com cuidado até essas nuances mais sutis."

As aulas do professor Jel, que naturalmente criam o hábito de estudar

O segundo professor que a marcou foi o professor Jel, que ensinava principalmente gramática. A forma de ensinar dele era extremamente clara, com exemplos de frases e situações bem específicas. Era um estilo de aula fácil de lembrar e de entender de verdade.

Cada aula começava com a revisão do dia anterior. Por exemplo, no dia seguinte a aprender 10 adjetivos, ela tinha a tarefa de criar frases de exemplo usando essas palavras, "com suas próprias palavras".

"Falar lembrando, sem olhar em nada, é extremamente difícil (risos) Mas isso foi realmente ótimo. Como havia a tensão de 'se eu não revisar, vou ficar para trás', naturalmente criei o hábito de estudar direitinho todos os dias."

A aula não terminava só na aula. Repetindo diariamente o processo de "transformar o que aprendeu em suas próprias palavras e usar", a capacidade em inglês de Lino foi se fortalecendo com segurança.

A aula em que ela mais sentiu evolução: pronúncia. A orientação da professora Daisy

E, acima de tudo, o que mais ficou marcado foi o encontro com a professora Daisy, especializada em ensino de pronúncia.

"Pronúncia sempre foi um desafio pessoal meu. Mesmo falando inglês, muitas vezes não me entendiam... Mas eu mesma não sabia o que estava errado."

Para Lino, que carregava essa preocupação, a aula da professora Daisy foi realmente uma revelação. Nas aulas, ela aprendia detalhadamente a leitura e a produção de todos os símbolos fonéticos. Entendendo primeiro, desde a base, o "som" e o "movimento da boca", em vez de apenas as palavras, a pronúncia foi sendo corrigida rapidamente.

"Também havia o exercício de escrever em símbolos fonéticos o som que a professora lia em voz alta — era quase como um exercício de listening musical. Hoje, quando vejo os símbolos no dicionário, já consigo imaginar na hora como pronunciar."

Através dessa aula, Lino conquistou a sensação de que "quando a pronúncia muda, o inglês que chega ao outro também muda". Ela diz ter sentido, pela primeira vez de verdade, a alegria e a confiança de se fazer entender em inglês.

As aulas terminavam todos os dias às 16h. Mas o dia de Lino não acabava por aí.

Capítulo 5

Uma vida de estudo intensa e o estímulo recebido dos colegas

As aulas terminavam todos os dias às 16h. Mas, para Lino, seu dia realmente começava a partir daí.

Na primeira semana, ela observava como os outros alunos passavam o tempo. Mas, aos poucos, foi criando seu próprio ritmo.

"Depois das aulas, eu comia no restaurante da escola e ficava lá mesmo revisando e fazendo tarefas. Mesmo ao voltar para o quarto do hotel, eu tentava criar o máximo possível de momentos de contato com o inglês."

Os amigos ao seu redor também eram, em sua maioria, do tipo que se concentrava mais nos estudos do que na diversão, e essa postura naturalmente também se tornou motivação para Lino.

Mesmo ouvindo "só estuda", ela seguia fazendo o que precisava

Nos fins de semana, quando ela postava algo leve nas redes sociais, como "fui comer com amigos" ou "fui ao shopping", chegou a receber mensagens de amigos no Japão dizendo "nossa, você está só se divertindo? Para que você foi fazer intercâmbio mesmo?"

"Até uma saída pequena pode parecer 'diversão' dependendo de como se olha. Mas, para mim, eu estava garantindo tempo de estudo direitinho, e saía justamente como uma oportunidade de usar o inglês — então fiquei um pouco frustrada por ser mal interpretada."

Foi por causa dessa fala que se estabeleceu naturalmente uma rotina: nos fins de semana, ela saía em um dia e se dedicava intensamente aos estudos no outro.

Não que se divertir seja algo ruim. Mas ela sentia que, naquele momento, havia coisas que precisava fazer — e foi esse sentimento que sustentou as 8 semanas de intercâmbio curto e intenso.

"Justamente por ser meu segundo intercâmbio, eu não queria de jeito nenhum desperdiçar essa chance"

Para Lino, esse intercâmbio em Cebu foi seu "segundo intercâmbio de idiomas na vida". Na primeira vez, na Austrália, ela enfrentou a diferença entre o ideal e a realidade, e ficou com uma forte frustração por não conseguir falar como esperava.

"Eu não queria repetir o que aconteceu da última vez. De jeito nenhum eu queria voltar para o Japão sem meu inglês ter evoluído."

Dizendo isso, Lino conta que, durante as 8 semanas, sempre manteve a consciência de "ser rigorosa consigo mesma". Ela não é do tipo que aprende rápido. Justamente por isso, sabia que precisava se dedicar com o dobro do esforço para conseguir resultados.

Até o descanso era "em inglês". A vida inteira virava um espaço de aprendizado

Ainda assim, é verdade que ficar sempre presa aos estudos também cansa o coração. Lino incorporava conscientemente o "estudo de inglês como forma de descanso".

- Escrever um diário em inglês em um café - Praticar listening com canais de YouTube em inglês - Se desafiar a assistir a filmes estrangeiros sem legenda - Combinar com amigos da escola de conversar só em inglês, proibindo o japonês

"Se vira uma obrigação de 'tenho que fazer isso', o inglês fica pesado. Por isso, eu misturava um pouco de 'inglês divertido' no dia a dia para manter o equilíbrio."

E, acima de tudo, o que fez muita diferença foi a presença dos colegas.

Os estudantes de intercâmbio ao redor não eram só japoneses, mas também vinham de Taiwan, Coreia, Vietnã, Arábia Saudita, entre outros países — e toda conversa com quem não falava sua língua nativa era em inglês. Mesmo sem vocabulário ou pronúncia perfeitos, todos tinham a postura de "tentar se comunicar".

"Havia muitas pessoas em um nível de inglês parecido com o meu, mas que falavam sem medo, e isso também me deu coragem. Não tem problema errar, o importante é falar de qualquer jeito. Repetindo isso todos os dias, aos poucos fui perdendo a resistência de 'falar'."

8 semanas concentradas nos estudos. Por trás disso, havia frustração, determinação, e uma batalha contra o "eu que não foge".

Capítulo 6

De olho no futuro | De Cebu, de volta novamente à Austrália

Lino terminou as 8 semanas de intercâmbio na ilha de Cebu. Esse intercâmbio curto e intenso, encarado com a determinação de reaprender, trouxe a ela um resultado real e confiança.

"Finalmente diminuiu essa dificuldade que eu sentia em relação a 'falar inglês'. Deixei de ter medo de falar, e passei a acreditar que até com o meu inglês eu consigo me fazer entender — isso foi enorme."

Olhando para trás, ela percebeu que, no primeiro intercâmbio na Austrália, sua atenção estava em "ter contato com o inglês", enquanto, no intercâmbio em Cebu, ela encarou de frente o "falar inglês". Essa diferença foi a chave do seu crescimento.

A sensação real de "consegui falar", sentida ao terminar o intercâmbio

Além de conseguir expressar suas próprias opiniões em inglês, a barreira emocional para usar o idioma diminuiu claramente. Os dias em Cebu não foram apenas um aumento na capacidade linguística, mas também um tempo de desenvolver "a força de viver em inglês".

Não só nas aulas, mas compras, refeições, saídas de fim de semana, conversas casuais — tudo era um espaço de prática de inglês, e cada momento se conectava ao próximo passo.

O objetivo é voltar novamente à Austrália. E ir além disso

Depois de terminar as 8 semanas de intercâmbio, Lino tem um próximo objetivo claro. É voltar novamente à Austrália e começar de verdade sua carreira como caregiver.

"A experiência como enfermeira, a certificação de caregiver, e agora a capacidade em inglês desenvolvida neste intercâmbio. Sinto que essas três coisas finalmente se conectaram em uma só."

A pessoa que antes se perguntava "o que estou fazendo na Austrália" hoje se transformou em alguém que avança para o próximo passo com um propósito claro. Lino conta que essas 8 semanas na 3D ACADEMY foram um tempo em que ela "recuperou a si mesma".

"Não acho que 'saber inglês = ser incrível'. Mas, sabendo inglês, o 'leque' do que se pode fazer se amplia de verdade. Fico realmente feliz por ter criado coragem e vindo para Cebu naquele momento."

Um novo desafio: considerando também um estágio (internship) na ilha de Cebu

Além disso, Lino também tem o desejo de voltar mais uma vez para a ilha de Cebu e se desafiar com um estágio em uma escola de idiomas.

"Enquanto continuo elevando minha capacidade em inglês, quero acumular experiência trabalhando no local. E, mais do que isso, quero me tornar alguém que dá um empurrãozinho para outras pessoas que também querem se desafiar como eu."

As qualidades de Cebu, a frustração e a trajetória de esforço que ela viveu como estudante de intercâmbio. Agora, ela quer entregar isso, como alguém que dá suporte, para a próxima pessoa. O aprendizado de Lino está, neste exato momento, se expandindo de algo "para si mesma" para algo "para outra pessoa".

Capítulo 7

Uma mensagem de Lino para você que está pensando em fazer intercâmbio

Depois de 8 semanas de aprendizado na ilha de Cebu, Lino compartilhou uma série de conselhos nascidos de sua experiência real. Para quem está pensando em fazer intercâmbio, para quem sente insegurança na capacidade linguística, para quem não consegue acreditar totalmente no próprio potencial — as palavras dela certamente vão tocar essas pessoas.

1. A preparação antes do intercâmbio faz diferença. A "base" do inglês do ensino fundamental já basta

"Só de deixar bem afiado um caderno de vocabulário e a gramática do ensino fundamental, a compreensão das aulas já muda completamente!"

Isso é algo que Lino falou com força, baseada no arrependimento de "não ter estudado o suficiente" antes da Austrália. Em Cebu, como há muitas aulas especializadas em falar inglês, a "velocidade de absorção" muda muito dependendo de você já entender ou não palavras e estruturas básicas.

"Se você só conhece palavras desconhecidas, fica gastando energia mental o tempo todo tentando 'traduzir' durante a aula. Mesmo que o professor esteja se esforçando para explicar, isso deixa de ser um momento agradável."

Por isso, ela recomenda fortemente "fazer uma boa revisão pelo menos uma vez antes do intercâmbio, mesmo que não fique perfeito".

2. Quando se cansar de inglês, é importante também "descansar" direito

"Na primeira semana, só de continuar usando inglês, sua cabeça já fica sobrecarregada (risos)"

Isso é algo que muitos estudantes de intercâmbio sentem, e a própria Lino viveu a mesma experiência. Enquanto o "cérebro em inglês" ainda não está desenvolvido, apenas se comunicar em um idioma estrangeiro já consome uma energia enorme.

"Não precisa pensar 'será que eu não tenho jeito para inglês...'. Todo mundo começa assim."

Nesses momentos, Lino diz que é importante não forçar continuar estudando, mas sim descansar direito e incorporar bem momentos de relaxamento. Ouvir a música que gosta, dar uma pausa em um café, assistir a um filme — "se afastar um pouco" do inglês, na verdade, se torna uma força para continuar estudando.

3. Mantenha o seu próprio ritmo. Sem se abalar, sem pressa, passo a passo

"Não se comparar com os outros. Talvez isso seja o mais importante."

Entre os colegas que Lino conheceu em Cebu, havia gente que já conseguia falar bem, e gente ainda iniciante. Nacionalidades e idades diferentes também. Mas todos, de alguma forma, aprendiam no "próprio ritmo".

"Como eu não sou do tipo que absorve rápido, sempre valorizei fazer um pouco todo dia. Acho importante se elogiar mesmo que seja só por 'hoje eu aprendi uma frase'."

Durante a vida de intercâmbio, às vezes você se sente para baixo, ou perde a confiança. Mas é justamente nesses momentos que é importante manter firme o seu próprio eixo. Sem se abalar, acumulando pequenos passos, você percebe, sem esperar, que isso se conectou a uma grande mudança. Essa é a "lei do crescimento" que Lino sentiu na pele.

Por fim: seu intercâmbio também com certeza terá um "significado"

"Eu achava que existiam pessoas para quem o intercâmbio dá certo, e pessoas para quem não dá. Mas não é bem assim. Para quem 'se dedica até o fim', com certeza existe um significado. Sinto isso de verdade."

No primeiro intercâmbio, Lino não conseguiu os resultados que esperava e viveu uma frustração grande. No segundo desafio, ela finalmente conseguiu se tornar alguém capaz de dizer com orgulho "consegui falar" — não por se comparar com ninguém, mas como resultado de ter se olhado de frente.

"Tenho muito orgulho de mim mesma, por ter me esforçado."

Essas palavras de Lino certamente serão um incentivo poderoso para todos que não querem que o intercâmbio termine como apenas uma "experiência" qualquer.

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